O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 03/09/2018
O padrão de beleza possui recortes de classes, designando como belo mulheres com corpos esculturais, cabelos lisos e peles alvas como a neve, tal ideal é imposto, na maioria das vezes, pela mídia ( revistas, jornais, anúncios) e pela família, o que leva inúmeras mulheres buscarem desenfreadamente um corpo perfeito, atraente e aceito por todos, na esperança de serem bem sucedidas na área de trabalho e nos relacionamentos. Infelizmente, o culto a padronização corporal causa problemas de saúde, por vezes, irreversíveis, tanto no físico quanto no emocional.
No decorrer da criação dos filhos os pais elogiam sua prole de acordo com o sexo, se for homem os elogios são voltado para suas qualidade de força ou rapidez, já se for menina as qualidades ressaltadas são beleza, roupas ou sapatos bonitos. Diante disso, surge desde a infância é incrustada a cultura que idealiza as mulheres, e caso as garotas ao desenvolverem seus corpos, no período de adolescência, não atenda as exigências familiares são rejeitadas pelos pais e demais parentes.
Além disso, a preocupação excessiva com a beleza desencadeia distúrbios alimentares, como: anorexia, bulimia, vigorexia, ansiedade e depressão, podendo levar essas mulheres, com belezas singulares, a tirarem suas vidas devido o sofrimento da não adequação aos padrões impostos pela sociedade. Vale ressaltar que, o mercado de trabalho exige das figuras femininas um corpo perfeito, rostos maquiados e cabelos segundo o ditame das capas de revistas.
Portanto, é imprescindível que haja por parte do Ministério de Mídia e Propaganda um controle quanto aos ideais propagados pelas revistas, desenvolvendo uma fiscalização das imagens e textos divulgados. Em contrapartida as escolas juntamente com o Ministério da Saúde devem ministrar palestras que conscientizem os jovens e adolescentes que o corpo ideal não existe e que os seus corpos são sua identidade.