O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 03/09/2018
A padronização corporal sempre esteve presente na sociedade, ela já estava presente na Grécia antiga, na qual, corpo modelo de beleza era aquele que mostrava harmonia e proporção entre as parte,a beleza passou a ser identificada com proporção. No entanto, o culto à magreza surgiu na atualidade, já que, na decáda 1940, Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor eram consideradas ícones femininos com suas curvas acentuadas e seus cabelos encaracolados. Ou seja, os padrões de beleza vigentes foram se alterando do belo natural a uma beleza falsificada sendo ela ditada pela mídia e causando uma busca inacançavel pelo corpo perfeito por meio de procedimentos estéticos que podem causar impactos e consequências na contemporaneidade.
Inicialmente, existem diferentes tipos de corpo em que pode-se dividir as pessoas (existem essencialmente três tipos corporais: Ectomorfo, Endomorfo e Mesomorfo) sendo eles definidos genéticamente, ou seja, por mais que o estigma do corpo perfeito seja imposto todos os dias pela midia, no mundo real, esse padrão é quase impossível de ser atingido, resultando em uma sociedade frustrada por nunca alcançar o que lhe é imposto. Diante dessas cobranças impostas, o ser humano pode desenvolver diversos problemas psicossomáticos, algumas doenças físicas podem ser agravadas por fatores mentais, como o estresse e a ansiedade, e tambem pode-se dessenvolver copulsões alimentares ou bulimias e anorexias.
Alem disso, não se pode esquecer é que o Brasil é um país capitalista, em que desejos e interesses são produzidos em massa. Para a indústria do consumo é mais fácil padronizar os gostos, pois, assim, promovem o consumo desenfreado. Ou seja, a mídia contribui para que esses estereótipos sejam perpetuados. O Brasil é palco de constantes cobranças para o alcance dos padrões estabelecidos, como foi observado em pesquisa realizada pela marca de cosméticos Dove, que apontou o país como acima da média global na porcentagem de mulheres que se sentem pressionadas a atingir o corpo ideal. Nesse sentido, as exigências aos estereótipos de beleza estão associadas a uma identidade nacional de forte culto à padronização estética.
Portanto, é preciso que se reflita sobre essa representação corporal que é imposta a cada dia.O primeiro passo deve ser dado pelo próprio indivíduo, sendo mais flexível consigo mesmo e libertando-se dessa visão limitada de beleza. É imprescindivel tambem, que a escola levante esses questionamentos sobre os estigmas corporais. A mídia, por sua vez, deve assumir a sua responsabilidade enquanto formadora de opinião e promover uma reflexão aprofundada sobre o assunto. Para que, dessa forma, a sociedade entenda que a beleza está na singulariedade.