O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/09/2018

Na contemporaneidade, tem-se discutido acerca do culto à padronização corporal no Brasil. Dessa forma, percebe-se que o corpo perfeito é venerado e os indivíduos experimentam uma crescente preocupação com a imagem e à estética. Nesse contexto, fatores como a influência midiática relacionada à aparência e os prejuízos causados à saúde constituem preocupantes desafios à evolução do país nesse cenário.

Em primeiro plano, verifica-se que a pressão exercida pelos veículos de comunicação de massa, como televisão e internet, são agentes determinantes para a permanência do impasse. Consoante a Theodor Adorno, o objetivo principal da indústria cultural é o lucro, além da idealização de produtos voltados para à alienação das massas. Logo verifica-se que esse conceito no Brasil encontra-se vigente, uma vez que de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa de cosméticos Natura, 83% das mulheres afirmam sentirem-se pressionadas a atingir o padrão de beleza imposto pela indústria da beleza.

Outrossim, convém ressaltar, que a busca pelo corpo ideal pode ultrapassar as barreiras do bem- estar e trazer prejuízos a saúde. Segundo a psicóloga Ana Scinocca, 67% dos jovens possuem dificuldade de autoaceitação do próprio corpo e estão propensos a distúrbios alimentares - anorexia e bulimia - doenças caracterizadas por perda de peso que associadas a busca desenfreada pela alteração da imagem corporal, tornam-se uma obsessão. Surge assim, a necessidade de superar esse desafio.

Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação, um adequação ao projeto pedagógico brasileiro: aulas de filosofia e sociologia, colocadas na base escolar e palestras, a fim de ensinar aos jovens o poder que a mídia exerce na formação do pensamento, com o objetivo de debater e diminuir os excessos da rotulação corporal impostos pelos padrões sociais. Ademais, é imprescindível que a Secretária de Saúde realize campanhas de prevenção juntamente com médicos, nutricionistas e psicólogos, objetivando oferecer informações e suporte a população por meio de consultas, e distribuição de remédios gratuitos, tendo em vista à diminuição de casos de distúrbios alimentares.