O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 04/09/2018

Padrões de beleza estabelecidos pela sociedade

De acordo com o sociólogo Durkheim, todo tipo de pressão ou constrangimento sobre alguém, é fato social, porque possui existência própria da sociedade e não são controlados pelo indivíduo. Com o pensamento expresso, qualquer pessoa que se identifica como fora do padrão de beleza imposto, é obrigada a adaptar-se. Este princípio pode ser fundamentado pela influência da mídia em divulgar um padrão de beleza perfeito e a criação das mulheres em uma cultura ditadora.

À medida que, os meios de comunicação motivam a mulher a alcançar um corpo ideal que, muitas vezes é inalcançável, estimula a insatisfação pelo próprio corpo e a exclusão social por ter, um ou mais, fatores que a difere das demais. Exemplo disto foi, em uma balada, no estado de São Paulo, uma jovem foi impedida de entrar por não corresponder aos padrões de beleza do local.

Ademais, a criação da menina é baseada em um preceito de que, os aspectos físicos são mais importantes que a competência, as conquistas e os valores morais. À proporção que, os pais e responsáveis, ensinam que a felicidade é pautada na beleza exterior, as meninas crescem com o objetivo de ser esbelta e sem defeitos em seu corpo.

Por conseguinte, o modelo considerado como perfeito, faz a mulher ter uma ilusão social de que é preciso se enquadrar no protótipo exigido pela sociedade. Dessa forma, emissoras de TV, editoras de revistas e propagandas, têm de acabar com as influências de padrões e parâmetros perfeitos que precisam ser representados por todas as mulheres. Uma alternativa seria, trocar essas influências, por dicas de como cuidar da saúde, ser solidário a quem precisa etc. E, o método de ensinamento dos pais para com as meninas, também deve ser alterado, o foco deve ser as conquistas interiores, a solidariedade, amor etc. Sendo assim, a sociedade feminina estará bem consigo mesma e sem descontento pelo próprio corpo.