O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 05/09/2018

Popularmente circula o ditado “beleza não se põe na mesa”, propondo uma perspectiva além da aparência externa.Entretanto, tal provérbio transforma-se em uma hipocrisia mediante aos padrões estéticos impostos à sociedade contemporânea.Dessa forma, a irresponsabilidade da mídia e o descaso do Estado frente a popularização desses moldes traz problemas ao indivíduo e à comunidade necessitando,assim,de resolução.

Em primeira análise, é fatídica a relevância da mídia na vida dos cidadãos. Através dos meios de comunicação, Hitler, Getúlio Vargas e outros personagens revolucionaram a história.Sendo assim, quando a mídia irresponsavelmente divulga e apoia determinado padrão, não apenas fomenta um racismo velado,  mas também interfere na vida privada de inúmeras pessoas, levando à doenças psíquicas e físicas que nem sempre são reparáveis. Exercendo essa influência negativa na população, é preciso que os meios de comunicação sejam supervisionados, a fim de promover diversidade e aceitação, e não ser um vetor de ódio.

Concomitantemente a esse prisma, é possível observar um Estado inerte frente ao cenário vigente. No filme “O mínimo para viver” a protagonista luta contra a anorexia com um tratamento médico qualificado,com boa infraestrutura e profissionais especializados. Contudo, no Brasil, o Estado não é capaz de oferecer nem políticas de prevenção contra a toxidade do culto aos padrões nem sequer apoio as pessoas doentes em razão dessa busca, emergindo o caos atual.

Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Saúde em parceria com as prefeituras promovam o debate sobre o culto aos padrões corporais , através de seminários e workshops nas escolas, postos de saúde e associações de moradores, alertando a população sobre as intenções capitalistas da mídia e a necessidade da auto-aceitação. Assim sendo, adultos, jovens e crianças passariam a prezar por um corpo saudável em detrimento de um molde opressor e fútil.