O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 05/09/2018

Faz parte da natureza humana buscar se encaixar em determinados padrões para que se sinta pertencente a um grupo social. De modo que não seria diferente com o corpo, cujo exemplo de forma física ideal é altamente divulgado pela mídia como sinônimo de felicidade.

Embora hoje o indivíduo seja dono das próprias escolhas, inconsciente está preso em um universo que limita suas opções. Em alguns povos como a sociedade espartana, por exemplo, a forma física de seus futuros guerreiros e mães de seus soldados era bastante rígida. Hoje, qualquer pessoa pode decidir se quer ir ou não à academia, mas quando opta por ser feliz do jeito que é, magro ou gordo, sente-se intimidado por esse ambiente restritivo criado pela padronização.

A busca pelo corpo perfeito perpassa todas as classes sociais, gêneros e faixas etárias. Na porta de casa, um outdoor com pessoas magras e felizes aproveitando as férias. No consultório do médico, uma revista exalta a sensualidade de um abdômen definido. No fim do dia, a TV transmite um desfile com modelos magros e confiantes. Dessa forma, pessoas que não possuem corpos dentro dos padrões sentem-se marginalizados pela sociedade e terminam por sofrer de transtornos alimentares e dismorfia corporal.

Logo, mesmo que problemas físicos e mentais relacionados à forma física atinjam todas as idades, a presença das escolas e dos pais é fundamental. Tendo em vista que são os responsáveis pela educação dos futuros adultos e aqueles que podem prepará-las para lidar com essa situação caso aconteça durante a vida. Dessa forma, os Ministérios da Saúde e da Educação precisam compartilhar logística e verbas para fornecerem visitas de psicólogos às escolas e palestras com a presença dos pais dos alunos também.