O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 05/09/2018
“O que importa não é viver, mas viver bem”. A frase do filosofo Platão parece fazer alusão ao cenário brasileiro no que concerne a padronização estética corporal, onde indivíduos por receio de sofre bullying e pela fixação histórica de estereótipos, buscam concomitantemente o “corpo perfeito”. Em primeira instância, vale salientar que após a revolução industrial, com o surgimento da mídia, eram retratadas em meios de comunicações, modelos magras fazendo propagandas de produtos de beleza, fator esse que enraizou na sociedade que para viver bem tinham que seguir determinados padrões estéticos. Desse modo, foi seguindo esse crença que academias e centros estéticos ganharam credibilidade.
Entretanto, segundo pesquisa feita da OMS (Organização Mundial da Saúde), mais da metade dos indivíduos brasileiros não se sentem satisfeitos com seu corpo e 60% desses grupo afirmam sofrerem bullying por estarem acima do peso ou muito abaixo. Destarte, é imprescindível destacar que as piadas e brincadeiras de mau gosto é um fator que fortalece a fixação dos padrões de beleza no cenário brasileiro.
Fica evidente, portanto, que tal impasse é um fator histórico que foi crescendo na sociedade atual, principalmente pelo constante bullying sofrido por aqueles que estão fora dos padrões. Contudo, cabe às escolas promover palestras acerca do tema, evidenciando, principalmente, a autoaceitação, para que os indivíduos se sintam bem independente da sua estética. Por fim, mídia contratar pessoas de diferentes estereótipos para realizar propagandas, a fim de abrir espaços para determinado grupo de indivíduos, fazendo-o se sentirem inclusos para colocar em prática a valiosa ideia de Platão.