O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 16/10/2018

É inegável que o Brasil é um gigante miscigenado. No entanto, ocorre a padronização corporal, que muitas vezes é o arquétipo europeu, enraizado devido a colonização portuguesa.Desse modo, surge a problemática no qual ultrapassa-se os limites do corpo, e também o abuso de empresas.

A princípio, é possível perceber que essa circunstância afeta à saúde. Segundo a “Organização Mundial da Saúde” (OMS) define à saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeições e enfermidades”. Logo, observa-se que o culto pelo padrão de beleza rompe com isso, haja vista que, muitos se submetem a procedimentos estéticos exacerbados e não alcança tais resultados, pois cada organismo é diferente. Desse modo, é preciso debater a respeito da aceitação do corpo, a fim de diminuir tal pensamento existente na sociedade.

Outrossim, vale ressaltar que essa situação e corroborada por fatores socioeconômicos. Segundo Karl Marx, os meios de produção determinam todos os segmentos da sociedade. Nesse sentido ,empresas se aproveitam da imposição social e fortalecimento do modelo estético, para vender remédios e “dietas milagrosas”, em muitos casos. E o lucro e priorizado em detrimento dos valores morais. Assim, a consolidação desse método funciona como forte base da padronização corporal, agravando o problema no Brasil.

Torna-se evidente, portanto, que deve haver uma discussão social de modo a desmitificar culto ao arquétipo corpóreo. Para que isso ocorra, o MEC adjunto com as escolas devem desenvolver palestras nos colégios com especialistas da área de saúde, para alunos do ensino médio, visto que são mais suscetíveis por estarem começando a vida adulta. Ademais, o Ministério da Saúde com apoio da mídia promova propagandas alertando a sociedade contra condutas de má-fé da comercialização de produtos que vai contra a saúde. Assim, a pluralidade será a lei da terra, como constatou Hannah Arendt.