O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/09/2018

Magreza. Delicadeza. Beleza. São essas palavras, algumas das quais, desde crianças, mulheres são submetidas a ouvir e se sentem pressionadas a atingir um padrão visual estabelecido perante olhares de uma sociedade opressora de diferenciais estéticos, onde o diferente da modelo da capa de revista, é feio, assim, a luta pelo padrão ideal, faz parte do cotidiano da mesma. Nesse âmbito, pode-se analisar que, essa problemática existe por dois aspectos relevantes: A cultura midiática e à raízes ideológicas.

Desde pequenas, meninas são instruídas com exemplos do que é a definição de beleza, por exemplo, a boneca Barbie: magra, branca, loira com olhos azuis, sobre esse viés, nota-se que, absorvem como verdade que aquilo é o ideal de beleza, como consequência, desde cedo querem ficar parecidas com a boneca. Similarmente, as mídias sociais, atingem outras faixas etárias, são desde revistas, redes sociais e novelas, o corpo e a beleza ideal é a mesma da boneca Barbie, como efeito, temos indivíduos desejando atingir esse padrão, através de dietas exageradas, cirurgias plásticas e em casos extremos, essa obsessão pelo corpo padrão, gera doenças como bulimia, anorexia e vigorexia.

Outrossim, é alarmante como a pressão sobre a mulher se deve também a cultura do machismo da sociedade, segundo uma pesquisa realizada em 2016 pela Eclelmam Intelligente, quanto mais velha uma mulher, maior a pressão sobre a mesma para atingir o padrão ideal, isso se deve graças a padronização de que, juventude é sinônimo de beleza.

Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades ao culto de padronização corporal no Brasil, aonde a mulher deveria se sentir bem da forma que lhe convém. A fim de efetivar a normalização do diferente do padrão atual, empresas e veículos de informação devem oferecer oportunidades a todos os tipos de mulheres por meio de inclusão na mídia, dando destaque em capa de revistas e dando papéis importantes em meios que tenham nomes populares. Cabe também a sociedade a aceitação e respeito das diferentes mulheres, independente de idade ou qualquer outra característica opressora. Aumentam assim as chances de se alcançar uma cidadania pragmática e realmente legítima e plural.