O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 05/09/2018

O Brasil com suas raízes africanas, portuguesas e indígenas é considerado um pais miscigenado. Essa pluralidade de etnias fez com que os brasileiros apresentasse características únicas, porém muito sexualizadas pelos estrangeiros. O admirável “corpo violão” ou “corpo brasileiro” é o modelo enraizado que afeta principalmente as mulheres. Entretanto, essa busca ao corpo “perfeito” em demasia pode causar distúrbios e distorção de imagens. Diante disso, deve-se analisar como esse padrão restrito e a mídia afetam nessa problemática.

A globalização, o avanço da tecnologia e a entrada das redes sociais, fizeram com que aumentasse o desejo pela exposição seja da estética ou forma física. Paralelamente aos dias atuais, esse paradigma é muito sustentado principalmente pelas industrias da moda, na qual estabeleceu um novo formato de beleza, e passou-se a relacionar o belo à um corpo magro e esguio, muito parecido com os das “top models” dos anos 80, o que excluiu quase que 90% da população. No Brasil, além do modelo curvilíneo, as mulheres foram expostas também ao padrão de um corpo magro.

Atrelado a isso, percebe-se o lucro que as revistas e a mídia ganham com a venda de produtos e dietas que prometem atingir  o corpo “perfeito”, eliminando qualquer conceito genético e não levando em consideração a saúde do leitor, por consequência houve o aparecimento de vários transtornos psicológicos e alimentares, como a anorexia e bulimia. Em vista disso, países como a França promulgaram uma lei que obrigam as marcas e publicações a avisar qualquer alteração feita nas imagens dos(as) modelos, como o uso do photoshop.

Tendo em vista os aspectos observados, entende-se que a maneira mais eficaz, atualmente, de mudar a mentalidade das pessoas é pelo meio visual. Portanto, cabe a mídia brasileira e as pessoas de influencias, como “blogueiras” de moda, ampliar o conceito de beleza e incluir as diversas formas e tipos de beleza presente.