O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/09/2018

Ao longo do desenvolvimento humano boa parte da população sempre buscou, em diferentes áreas, padrões a serem seguidos. Com a globalização e o avanço do capitalismo, fortes padrões estéticos foram estabelecidos tornando o corpo humano um produto de mercado. Dessa maneira, tanto processos sociais quanto a falta de orientação corroborou em consequências graves na esfera coletiva.

É indubitável que a família seja a base da sociedade. De acordo com o filósofo inglês John Locke “o indivíduo é como uma folha em branco, de modo que sua personalidade é moldada de forma empírica”. Assim, crianças ainda em desenvolvimento, cujo suas relações estão baseadas no excesso de produtos estéticos, tendem a desenvolver ao longo da vida doenças psicológicas. Dados da Universidade de São Paulo, mostram que 4 em cada 100 pessoas sofrem com Bulimia ou Anorexia, sendo 80% das vítimas mulheres.

Em segunda análise, percebe-se o poder da publicidade como influenciadora de comportamentos. Paulo Freire, grande educador brasileiro, relata que a compreensão do mundo é feita diretamente pela educação. Nessa linha de pensamento, indivíduos com pouco desenvolvimento crítico sobre conceitos de beleza podem ser facilmente manipulados. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, o Brasil é número 1 do ranking.

Convém, portanto, que recursos sejam utilizados para o reordenamento do equilíbrio social no que tange a aspectos estéticos. Logo, ONGs, por meio de palestras em espaços públicos, deve informa a população sobre os riscos de distúrbios alimentares, qualidade de vida e beleza, com o propósito de instruir saudavelmente a população sobre o tema. Em parceria com as prefeituras, no papel das escolas, deve incluir na grade disciplinar matérias relacionadas as diferenças étnicas, que mediante profissionais especializados como psicólogos, aplica-las diariamente na formação dos alunos. Sendo assim, obterá uma nação mais justa e equilibrada.