O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/09/2018
Salões de beleza, academias, cirurgias plásticas. O culto à beleza na sociedade contemporânea se faz extremamente presente, principalmente no maio feminino. Os padrões de beleza impostos pela mídia e apoiados pela sociedade reforçam a ideia de que a mulher tem que ser e agir de tal forma, para que assim sejam aceitas. Contudo, a busca por aceitação por meio da beleza se torna, por vezes, algo superficial, deixando de lado atributos mentais, como a inteligência, para exaltar uma beleza finita.
Desde a idade antiga, padrões de beleza já existiam, na Grécia por exemplo, havia a idealização corporal através da arte, e embora o padrão de beleza seja diferente em cada época, a ideia do belo existe até hoje. Essa foi a base para o que se vê hoje, com propagandas e revistas como “Guia da Beleza” que diz o que fazer para ser bonito, exibindo modelos que devem ser seguidos pelas demais mulheres. Desse modo, inúmeras pessoas são pressionadas a viver dessa forma, prejudicando, por vezes, sua saúde física e mental.
Na época do Brasil colonial, românticos também contribuíram para a construção da mulher ideal, como José de Alencar e Álvares de Azevedo, autores de renomados romances nos quais a mulher é sempre ilustrada com uma beleza surpreendente. Tal tipo de ideologia transmite para a sociedade pensamentos que relacionam a beleza física à felicidade e ascensão profissional. Assim, milhares de pessoas abrem mão de se sentir bem por si mesmas, e as que não alcançam esse modelo tendem a ter uma baixa autoestima, podendo desenvolver problemas psicológicos.
Diante disso, é necessário que a mídia, por ser extremamente influente, atue por meio de redes sociais e propagandas de TV, desconstruindo esse padrão de beleza e incentivando as pessoas a se sentirem bem à sua maneira, a fim de atenuar esse cenário em que a beleza é o centro de tudo. Assim, problemas psicológicos causados por pressões para se encaixar no modelo ou por não conseguir se encaixar tendem a diminuir.