O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/09/2018

No livro “A ditadura da beleza e a revolução das mulheres”, Augusto Cury retrata a vida de Sara, jovem, modelo de 16 anos que se sente infeliz com o seu corpo e desenvolve transtorno alimentar em busca do ideal corporal. Fora da ficção, a realidade não é diferente, mesmo com o crescimento do feminismo, ainda existem muitas mulheres em busca do ideal corporal e a maior parte das vezes o que entra em jogo é a saúde. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse.

É possível perceber que o culto a padronização corporal no Brasil é um assunto sempre em pauta. Tendo em vista mulheres, as revistas, jornais, programas de Tv que em todo tempo divulgam formulas mágicas, dietas para alcançar o corpo ideal. A Sara no livro de Cury, sendo modelo não conseguia se enxergar dentro do padrão pelo fato de ter desenvolvido bulimia e uma síndrome chamada de “Padrão inatingível de beleza” PIB. Mesmo com o crescimento do feminismo e os movimentos de empoderamento, aceitação pessoal, diversas mulheres desenvolvem transtornos alimentares por seguir dietas, em busca do seu PIB.

Além disso, o sociólogo Emile Durkhein dizia em sua tese de fatos sociais que o poder do coletivo sobre o individual é capaz de moldar a forma de vida do ser humano, uma vez que é difícil fugir do coletivo. Nesse sentido, uma pesquisa divulgada em 2016 pela Dove, aponta que 83% das mulheres se sentem pressionadas a alcançar o padrão de beleza. Por esse motivo, há necessidade da ação feminina em favor das causas, assim como no livro de Cury, todas as mulheres se juntam e desencadeiam um movimento a favor da liberdade feminina.

Fica claro, portanto, a necessidade de medidas para a resolução do impasse. Cabe ao MAC juntamente com a mídia, a divulgação de conteúdos a serem aplicados nas escolas e meios de comunicação a fim de quebrar os paradigmas da padronização corporal, cabe a sociedade, principalmente as mulheres se mobilizarem em favor da causa, por meio de aceitação tendo como consequência a liberdade feminina.