O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/09/2018
Espelho, espelho meu…
No filme de desenho animado Branca de Neve e os Sete Anões, vê-se que a rainha má está sempre a perguntar se existe alguém mais bonita que ela, quando a resposta foi afirmativa, a rainha decidiu perseguir a Branca de Neve. Analogamente, assim tem sido os jovens e adultos que perseguem os padrões de beleza idealizados, com perguntas constantes ao espelho. Nesse contexto, há dois fatores dessa busca incessante que não podem ser negligenciados, como a autoinsatisfação atrelada a desvalorização do diferente.
Em primeira análise, cabe destacar que é preciso entender que cada pessoa tem sua individualidade e tais padrões idealizados constitui-se em algo não necessário, por isso são geradores de muitos problemas. Comprova-se isso pelo que afirmou Epicuro, que certos prazeres não naturais e não necessários nunca deveriam ser buscados, visto que, levariam a pessoa à angústia. Desse modo, percebe-se que é importante a autoestima e valorizar a si próprio, pois caso contrário as consequências poderão ser a depressão e outras doenças, como anorexia e bulimia.
Ademais, convém pontuar que a desvalorização do diferente gera preconceitos, ao ter uma sociedade configurada no estigma de que magreza e força física são os ideais para o corpo perfeito. Uma prova de tal realidade é notada no filme “Hairspray: em busca da fama”, em que a protagonista não poderia apresentar-se no programa televisivo por estar acima do peso, apesar disso a personagem consegue quebrar tal “padrão”. Assim, pode-se entender que muitos desses padrões de beleza passam a ganha força pelo consentimento que recebem, logo é preciso fortalecer a ideia de aceitação da própria imagem, principalmente na infância e juventude.
Fica caro, portanto, que medidas são necessárias para mudar esse cenário de culto a aparência. Nesse sentido, é essencial que a mídia discuta esse assunto em jornais, revistas, redes sociais a até mesmo em novelas, por meio de relatos, apresentar ao público o quanto essa busca exagerada pela aparência é prejudicial. Além disso, a escola pode abordar o tema nas salas de aula, ao utilizar a disciplina de sociologia com debates e diálogo, para mostrar aos jovens e adolescentes a necessidade de apreciar a própria imagem.