O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/09/2018
Dos corpos atléticos dos antigos gregos, as curvas acentuadas de Marilyn Monroe, até o corpo mais fino de Gisele Bundchen, os padrões de beleza foi sendo alterado ao longo dos séculos. Atualmente, no Brasil, a busca incessante pelo corpo ideal está gerando consequências à população, sendo necessário discutir sobre os impactos que essa à padronização corporal causa nas pessoas.
Primeiramente, é importante ressaltar como a mídia influência o padrão de beleza por meio de propagandas que estampam o ideal de perfeição por meio de homens e mulheres com corpos torneados, produtos que prometem deixar com o corpo perfeito e até mesmo dietas ‘‘milagrosas’’ para atingir o padrão ideal. Porém, isso nem sempre é impossível de ser atingido, resultando em uma sociedade frustrada por nunca alcançar o que lhe é imposto, tendo como consequência o aumento do número de casos de depressão, ansiedade, suicídio, entre outras mazelas.
Outrossim, vale destacar a negligência acadêmica por não incluir os efeitos nocivos da hiper valorização corporal como pauta de debate e orientação à comunidade escolar. Quando o renomado filósofo Pierre Bourdieu afirma que a sociedade participa de um círculo vicioso de incorporação, naturalização e reprodução de estruturas padronizantes, corrobora-se a necessidade de se interromper esse processo com ações educativas, pois sem isso, pode causar patologias físicas e mentais severas desde o ciclo escolar básico da população.
Portanto, é preciso refletir sobre essa representação corporal que é imposto a cada dia. Assim, é necessário que as escolas, em parceria com ONG´s da área, orientem a população em relação a importância da aceitação pessoal, por meio de palestras com psicólogos e por debates em sala de aula, para conseguir desconstruir a padronização de beleza que é imposta nos dias atuais e demonstrar a diversidade corporal que existe.