O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/09/2018
No período colonial brasileiro grupos indígenas foram rompendo com o seu estilo próprio, para se adequar ao parâmetro europeu. Entretanto, hodiernamente essa padronização persiste no que tange a estética corporal. Nessa conjuntura, não se deve negligenciar a perda da introspecção e a interferência midiática.
À princípio, frisa-se que a irmã Dulce foi uma religiosa altruísta, sendo divergente aos modelos de beleza. No entanto, na sociedade atual se vivencia o contrário, valoriza-se o físico em detrimento da introspecção. Dessa forma, meninas são formadas para usar maquiagem e andar de salto, deixando a construção interior e humana em segundo plano.
Ademais, ressalta-se que os autores parnasianos valorizavam a forma dentro da poesia. É indubitável, que esse enaltecimento estético é observado por meio de uma valorização do corpo sob influência midiática. Visto que, pessoas fazem cirurgias plásticas ou dietas desnecessárias, para ter uma estrutura física como das modelos de propagandas estéticas.
Por conseguinte, evidencia-se que Nelson Mandela via a educação como ápice para mudar o mundo. Portanto, urge as escolas a elaboração de projetos extracurriculares, por meio de ações sociais, como por exemplo, visitas a abrigos, para fomentar a formação humana. Outrossim, é imprescindível, que as emissoras de rádios veiculem informes sobre os riscos de cirurgias, dietas e medicamentos sem real necessidade. Poder-se-á, assim, mitigar a problemática do culto à padronização corporal no Brasil.