O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/09/2018
Historicamente a beleza feminina segue a um padrão imposto pela sociedade, no renascimento a mulher “bonita” não tinha curvas, não praticava exercícios físicos, seu corpo era abaulado. No romanstismo o padrão muda, exigia-se da mulher o uso do espartilho forçando a uma cintura fina. Na contemporaneidade o padrão estético é um corpo perfeito, com formas, seios e bunda firmes. É notório que essa valorização corporal traz divergências de opiniões. Dentre tantos motivos relevantes, temos: os agravos a saúde, bem como a falta de uma política para o enfrentamento das enfermidades oriundas do ideal estético.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que a busca do corpo perfeito, gera uma paulatina deterioração física e mental, que começa com sintomas leves, uma dor de cabeça, náusea, diminuição do apetite, perca de peso e evolui muitas vezes, em alguns casos, a morte. Na
Outro aspecto a ser pontuado é a falta de uma política por parte dos órgãos competentes, faz com que a indústria da beleza mostre que alcançar o corpo ideal é possível mediante a atividades físicas severos e o consumo de alimentos com baixo teor calórico e nutricional.
Diante do exposto, faz-se necessário a tomada de medidas para diminuir as consequências dessa padronização estética. Cabendo ao Ministério da Saúde a elaboração de política pública para agravos relacionados a estética com intervenção de equipe multidisciplinar. Ao Ministério da Cultura em conjunto com Ministério da Saúde a elaboração de campanhas publicitárias que estimulem a tolerância e diversidade estética e corporal através dos meios midiáticos. E ao Ministério dos esportes a elaboração de programas que estimulem a atividade física e a alimentação saudável. Enfim, não adianta se matar para atingir o inatingível, cada pessoa tem uma beleza única e deve ser aceita como é. O envelhecer é nosso destino, viver feliz e com dignidade deve ser a meta.