O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/09/2018

Durante séculos, a figura da mulher fora vista como aquela responsável pelos trabalhos domésticos. Nesse sentido, pode-se dizer que sua aparência era posta em segundo plano, perante a sociedade. Entretanto, na contemporaneidade, a busca por padrões de beleza idealizados, tem causado em muitos indivíduos, distúrbios alimentares e depressão.

Em primeira análise, destacam-se as propagandas midiáticas, que criam uma aparência perfeita de ser humano. A intensa perseguição por um esteriótipo imposto a população, tem levado mulheres a elaborar dietas radicais e sem informações de um profissional, a fim de emagrecer, estabelecendo assim, uma visão corporal a que estão sujeitas. Porém, essa alimentação inadequada, tem provocado muitos distúrbios no organismo dessas pessoas, que deixam de ter uma orientação por trás.

Ademais, crianças são submetidas a certas características físicas, que em seu entorno, é definido como belo, mas essas não são encontradas em si próprio. Segundo o filósofo, John Lock, o meio o qual cerca cada indivíduo, define o modo de vida desse. Dessa forma, é notório que mulheres fora dos padrões de beleza, como julgados pela mídia, no ato de não expor uma diversidade corpórea, estão mais sujeitas a depressão.

Urge, portanto, ações necessárias acerca do cenário atual problemático. O Ministério da Saúde, junto ao Governo Federal, deve promover medidas educacionais, através da internet, informando os riscos a população sobre a radicalização de dietas. Além disso, um padrão diversificado de beleza, envolvendo tipos de cabelos, cor da pele e massa corporal, também são questões importantes a serem idealizadas. Assim, o pensamento de John Lock se manifestaria de forma positiva, gerando o bem-estar social.