O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/09/2018
Muito se discute sobre o culto à padronização corporal no Brasil. É notório que muitas revistas e meios de informação impõem indiretamente um único padrão de beleza. Pode-se observar essa imposição através das redes sociais onde as fotos de muitas famosas definem um estereótipo de mulher ‘‘perfeita’’ e quando não seguido, muitas pessoas sofrem críticas negativas. Segundo Helen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância e de fato, atualmente, falta tolerância para que todos se aceitem como são e não precisem seguir rótulos de perfeição.
Recentemente, a atriz Bruna Marquezine fez um desabafo em seu perfil no Instagram devido aos inúmeros comentários maldosos que estava recebendo em suas fotos em relação a sua magreza e pediu mais empatia para o público. No entanto, sua atitude foi muito mais voluntária que individualista, pois afirmou ter superado uma depressão e deixou claro que muitas pessoas com pouca autoestima se machucariam com críticas tão destrutivas. Logo, pode-se afirmar que muitos comentários acabam desencadeando sérios problemas como a depressão, o distúrbio alimentar e até o suicídio em alguns casos, pela busca da aceitação da sociedade.
É indubitável que as pessoas do meio artístico tem uma capacidade de influência expressiva devido a visibilidade e exposição. Dessa forma, nota-se que muitos fãs se inspiram em artistas e seguem suas dicas e seus exemplos. Contudo, é de extrema importância que os artistas, assim como a Bruna, abracem essa causa e mostrem a importância da autoaceitação e da valorização do indivíduo apesar de qualquer ‘‘defeito’’ estético.
Torna-se evidente, portanto, que a mídia deve incentivar a diversidade e criar propagandas que empoderem as mulheres reais, com celulites e estrias, por exemplo, para que as pessoas se aceitem e se sintam bem da maneira que são e não sigam mais o estereótipo de corpo perfeito. Assim como, é o papel das escolas educar e criar indivíduos com consciência para que esqueçam de um padrão e valorizem as pessoas apesar das suas diferenças e defeitos, sem preconceito e sem ofensas.