O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/09/2018

Sabe-se que, devido ao fato do Brasil ser um país diversificado e mestiço em diversos aspectos, criaram-se conceitos estéticos que descriminam determinada parte da população, com o intuito de se criar uma possível padronização estética, porém, sabe-se que esses conceitos são equivocados e meros estereótipos criados pela sociedade e que geram diversos impactos na vida das mulheres, principalmente. Contudo, é evidente que o corpo da mulher é um aspecto de muita discussão e preconceito devido a forma na qual julgam como o ‘‘corpo ideal’’, porém, quando uma mulher é influenciada pelos estereótipos e mídias, a chance dela desenvolver um problema de saúde é muito alta.

A princípio, sabe-se que a busca pelo ‘‘corpo ideal’’ é um estereótipo criado pela população e alimentado pelas mídia televisivas e internet. É perceptível como as propagandas são, na maioria das vezes, feitas por mulheres magras e com o corpo denominado invejável pela sociedade, com isso a busca por esse corpo torna-se cada vez maior devido a essa influência e faz com que mulheres se sintam inferiores, feias e infeliz com o próprio corpo. Tem-se como as principais vítimas dessa influência, adolescentes entre 18 e 22 anos, que é fase da vida onde as mulheres procuram se preocupar mais com a aparência e adultos que se submetem a cirurgias plásticas para se satisfazerem.

Ademais, o modelo estético relacionado a perda de peso para alcanças o corpo ideal tornou-se uma incessante busca por diversas mulheres, com isso, os problemas de saúde são frequentes na maioria dos casos, têm-se como as principais doenças a anorexia e bulimia, porém ainda há casos que levam a estágios de depressão e suicídio. Além disso, complicações durante procedimentos cirúrgicos são muito frequentes, como em casos de cirurgia plástica ao colocar silicone, abdominoplastia, lipoaspiração, além de cirurgias que ajudam a emagrecer como a redução de estômago, esses procedimentos são muito comuns para ao alcance do ‘‘corpo ideal’’.

Portanto, de acordo com os fatos levantados anteriormente, é perceptível a necessidade de mudanças para que as mulheres não se sintam influenciadas a seguir um padrão de beleza idealizado pela sociedade. Por isso, é importante que o Ministério da Educação e Saúde criem campanhas midiáticas, devido ao seu alcance maior de públicos, afim de incentivar as mulheres a se valorizarem na maneira que elas são, criar campanhas com modelos fora do ‘‘padrão’’ para que as mulheres se identifiquem e não se sintam inferior a outra pessoa, para que ela não se comparem com o próximo. Com isso, talvez, a questão da padronização corporal diminuiria tornando-se possível que cada mulher se sinta única e feliz em seu próprio corpo.