O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 08/09/2018
A sociedade brasileira, conhecida mundialmente pela sua rica diversidade e miscigenação, não compactua com a ideia de diferenças quando o assunto é corpo ideal. Evidentemente o cotidiano brasileiro está sendo marcado por uma busca incessante, de um ideal de corpo humanamente impossível, o que tem ocasionado problemas sociais e de saúde. Fatores como falta de fiscalização e a padronização imposta pela mídia, evidenciam a fragilidade do processo.
Em primeira analise, a uniformização que a mídia estabelece é extremamente excludente, uma vez que o corpo considerado ideal não leva em conta as diferenças genéticas existentes. Ademais, é um veiculo de informação assustadoramente persuasivo, como a revista “Boa Forma”, que além de, a maioria das modelos que estampam as capas serem brancas -isolando as demais etnias- divulgam inúmeras receitas de dietas, que não levam em conta a saúde do leitor em conta, afim de padronizar o público.
Outro fator de relevância, o Estado falha na fiscalização de profissionais que atuam de modo intolerável. Notícias veiculadas em jornais, no mês de julho de 2018, como o caso em que o médico chamado popularmente como “doutor bumbum”, fez um procedimento estético ilegal, que levou a paciente ao óbito, evidencia o perigo de uma sociedade pautada na busca incessante pelo padrão de corpo idealizado pela mídia, juntamente com especialistas