O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/09/2018

O poeta Vinícius de Moraes deixou registrado em um de seus poemas a frase “As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental” onde deixa claro a imposição dos padrões, sem considerar que beleza se trata de um ponto de vista. Atualmente, a supervalorização de estar no padrão é um problema que se deve a fatores como mídia e empatia.

Em primeiro plano, é importante destacar que a ideia de padrão imposta pelos meios de comunicação à sociedade brasileira é baseada em um modelo inatingível, onde muitas vezes é feito uso de editor de imagem. Dessa forma, a tentativa de atingir um corpo inalcançável desencadeia inúmeros problemas de auto projeção que causam doenças como anorexia e bulimia, distúrbios esses retratados no filme “O mínimo para viver”.

Paralelamente a essa dimensão, em uma era social digital, a falta de empatia predomina meio a facilidade de expor opiniões e tem-se uma ausência de preocupação com quem lerá tal mensagem, perpetuando uma homogeneização corporal. Assim, a essa sociedade o sociólogo Zygmunt Bauman deu o nome de modernidade líquida.

Portanto, são necessárias medidas eficazes para resolver o problema. Dessa forma, cabe a mídia televisiva, aprimorar a criação de personagens que sofram distúrbios de auto imagem, afim de por meio da ficção engajada, com seriedade, diminuir o preconceito e aumentar o debate em cadeia nacional. Observada a ação da mídia, pensamentos como o de Vinicius de Moraes seriam cada vez mais raros.