O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/09/2018
Desde a Revolução Industrial e a consolidação do modelo econômico capitalista no Brasil, é possível afirmar que a venda de eletrônicos e o uso de internet aumentou e cresce todos dias. Com isso, é notório como o número de blogueiras, que trabalham com a imagem evoluiu. Hoje, essas pessoas passam uma padronização corporal que vem acrescentando os casos de transtornos para os que seguem nas redes sociais. Esse culto ao corpo se evidencia não só pela tentativa de atingir o corpo ideal e sentir bonita, mas também por acreditarem que com a aparência padrão, a inclusão social será favorecida. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas.
Segundo o filósofo Durkheim, a sociedade influencia no comportamento do indivíduo. Logo, de maneira análoga, é possível perceber como o meio midiático participa desse transtorno. Precisamente, é perceptível que o trabalho dessas blogueiras são pioneiras para essa problemática, visto que elas postam fotos bonitas, de biquínis, bem arrumadas e as pessoas que têm acesso à isso acabam entrando em depressões e transtornos por não serem daquele jeito. Entretanto, vale lembrar que a grande maioria tem auxílio monetário e são patrocinadas para mostrar isso.
Outrossim, vale ressaltar como esse culto ao corpo perfeito influencia no posicionamento pessoal frente à sociedade. Segundo a Folha de São Paulo, mais da metade da população feminina acredita que a aparência prevalece no sucesso profissional. Todavia, faz-se necessário destacar que isso é um problema no tecido social, pois cada indivíduo possui a sua beleza própria e não existe padrão para isso.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias. Cabe à mídia divulgar por meio de propagandas e anúncios, perfis de blogueiras com belezas diferentes e não só as padronizadas magras, altas e com cabelo liso, a fim de que a população reconheça que a beleza não é única, mas diversificada. Somado a isso, os pais devem se atentar aos comportamentos dos filhos por intermédio de conversas, em prol de garantir um indivíduo orientado quanto às questões da sociedade e não se deixar influenciar por outros como o filósofo citou acima.