O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 08/09/2018

A obra renascentista “Homem Vitruviano” de Leonardo da Vinci, é considerada a representação da perfeição das proporções do homem ocidental, mostrando que a padronização corporal está presente nas sociedades desde as civilizações mais antigas, exercendo o seu papel opressor. Nesse contexto, os indivíduos considerados “fora do padrão” buscam se adequar ao estereótipo estabelecido, podendo ter consequências graves ao próprio psicológico e físico, ao compasso em que não se aceitam como são naturalmente.

Em primeiro lugar, é importante perceber que o padrão de beleza na maioria dos Estados está relacionado ao conceito de poder. Ou seja, a pessoa só pode ser considerada bem sucedida se tiver a aparência condizente com o seu status, resultando em alarmantes dados de cirurgias plásticas no Brasil, tornando-o o segundo país em número de procedimentos estéticos, segundo o Conselho Nacional de Medicina. Além do mais, essa busca incessante fomenta o crescimento da indústria da beleza, que a cada dia renova-se tecnologicamente e lança no mercado produtos que estimulam ainda mais a padronização estética.

Ademais, ressalta-se que a partir do momento em que o cidadão não consegue se adequar ao modelo de beleza pré- estabelecido, pode levar ao desenvolvimento de distúrbios físicos e psicológicos como a anorexia, bulimia e a vigorexia, que por sua vez, permitem o desenvolvimento da depressão.