O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 27/09/2018

Após a Terceira Revolução Industrial, houve um avanço significativo na área tecnológica, médica e no sistema capitalista. Nesse contexto, surge o grave problema do culto à padronização corporal, o qual ocorre devido à influência das redes sociais e à falta de afinidade nas relações interpessoais hodiernamente.

Convém ressaltar, à princípio, que as redes sociais impulsionam a objetificação e a idolatria do corpo humano. Isso porque, os indivíduos usam aplicativos como o Facebook e o Instagram para publicar e exaltar seus corpos, a fim de receber elogios e aceitação da sociedade. Em decorrência disso, cria-se uma cultura onde o corpo perfeito é aquele que mais ganha ’’ curtidas ‘’, precisando ser musculoso e bem definido. Por conseguinte, forma-se uma sociedade cada vez mais obcecada e alienada em busca do corpo ‘‘ideal’’.

Junto a isso, a sociedade contemporânea valoriza mais a aparência do que a pessoa em si, o que fomenta a busca e a cultuação pelo padrão corporal. Isso acontece porque, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as pessoas estão cada vez mais individualistas, e a população atual possui relações afetivas frágeis e escassas. Consequentemente, os cidadãos que não possuem o corpo ‘‘ideal’’, são excluídos, sofrendo problemas físicos e emocionais, como a bulimia, a anorexia e a vigorexia.

Logo, fica evidente que medidas são necessárias para combater essa tônica. Em razão disso, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com a mídia, combater a cultuação do padrão corporal e a distorção do que é um corpo saudável, por meio de debates e palestras nos programas ao vivo, com profissionais da área médica e pessoas que sofreram e superaram os problemas dessa prática, a fim de conscientizar, educar e alertar a sociedade, promovendo maior auto aceitação e quebrando o culto ao que não deve ser cultuado.