O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 05/10/2018

No século XX,os astros de Hollywood foram grandes referências de beleza e forma física.No entanto,na conjuntura contemporânea o culto à padronização corporal é notório,uma vez que a obsessão pela “beleza perfeita” muda o comportamento da sociedade.Nesse contexto,a influência midiática e a cultura do padrão de beleza ideal reforçam a problemática.

Em primeiro plano,os meios de comunicação impõem estereótipos nos modelos de beleza feminina.De acordo com o sociólogo Émile Durkheim,o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar.Partindo dessa verdade,o poder de persuasão da mídia molda os hábitos e os pensamentos dos indivíduos,haja vista que o modelo de perfeição estipulado por esse meio são sempre de mulheres felizes e satisfeitas com o seu padrão corporal.Com efeito,a busca por esse padrão de beleza acaba deixando mulheres frustadas com as suas condições físicas.

Outrossim,a alienação em massa em busca pelo inatingível “padrão de beleza” reflete como o corpo social está exposto as influências coletivas das classes mais dominantes.Segundo dados da pesquisa “Há uma beleza nada convencional”,83% das mulheres se sentem pressionados a atingir a definição de beleza.Com isso,em uma sociedade democrática as mulheres se tornaram escravas da indústria da beleza,visto que o consumo excessivo de cosméticos,procedimentos estéticos e dietas alimentares se tornou uma forma de entrar nos moldes necessários para serem aceitas pelo corpo social.

Torna-se evidente,portanto,que medidas são necessárias para alterar o cenário vigente.Logo,cabe ao Poder Público,por intermédio dos Três Poderes,fiscalizar e punir as empresas que abusarem de propagandas publicitárias direcionadas à padronização corporal das mulheres,a fim de mitigar estereótipos idealizados socialmente.Ademais,o Ministério da Educação,em parceria com as escolas,por meio de oficinas educativas e teatros,deve orientar os docentes a aceitar o diferente e a não se deixar influenciar por “padrões de beleza”.