O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 02/10/2018
A mídia usa sua influencia para ditar regras de comportamento e de acordo com o filosofo Adorno, no que ele denominou de industria cultural, sempre visa o lucro. De forma que, esse meio cultua uma padronização corporal por vezes inalcançável, mas que influencia e dependendo de como é absorvido pelo ouvinte gera graves distúrbios, físicos e psicológicos. Dessa forma, o maior desafio a ser enfrentado é dar representatividade e deter-se de impor em como é o corpo ideal.
Nesse contexto, a busca incessante por lucro transformou o corpo em um produto que passou a ser vendido pela população. Isto é : mulher magra e homem musculoso, levando a que eles ignorem seu bem estar por um ideal de beleza. Ademais, segundo o sociólogo Durkheim, o homem mais que formador da sociedade é um produto dela. Logo, os próprios sujeitos em um determinado momento passaram a assumir o papel da mídia e passaram a propagar essa padronização.
Em uma segunda análise, esse ideal de beleza não leva em conta as particularidades de cada individuo, como tipo corporal e metabolismo. De forma que em busca desse padrão adquiram doenças devido à busca incessante pelo corpo ideal, por exemplo depressão, anorexia e bulimia devido a confusao desses individuos que apos tanta pressao perdem a noção de quando a vaidade se tornou obsessão. Ademais, de acordo com o poeta Ramón de Campoamor, “A beleza esta nos olhos de quem vê” não cabendo a ninguém impor um padrão corporal.
Assim sendo, a mídia, objetivando combater esse padrão corporal, devem lançar divulgações feitas com modelos de todos os tipos de corpos, como a cantora Rihanna fez em sua coleção de lingeries. Ademais, um grupo de profissionais, como psicólogos, médicos, educadores físicos e nutricionistas têm de em conjunto com o ministério da educação, criar campanhas para tratar indivíduos com problemas graves de autoestima e propagar a importância da vaidade, desde que não seja uma obssesao em busca do corpo ideal.