O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 03/10/2018
A boneca Barbie, criada nos anos 50, surge como sinônimo de beleza e perfeição. Sob tal ótica, hodiernamente, devido a uma pressão midiática e ao preconceito da sociedade, a busca por um padronização corporal torna-se cada vez mais comum no Brasil e vem acarretando sérios problemas.
Em primeiro plano, cabe pontuar que a mídia induz a sociedade a seguir um determinado padrão. Isso se deve ao interesse econômico do mercado de estética que, por meio de modelos com medidas inalcançáveis, aliena a sociedade sobre uma suposta solução para os seus “problemas”. Prova disso é que, de acordo com o SEBRAE, de 2010 a 2015 os centros estéticos cresceram em 567%. Desse modo, frustadas diante do fracasso, essas pessoas tendem a adquirir problemas de auto-estima.
Outrossim, estar no “padrão” torna-se um requisito para sentir-se incluso à sociedade. Consoante ao pensamento de Durkheim, sociólogo, o indivíduo é influenciado pela padronização do comportamento social. Nesse sentido, as pessoas são capazes de qualquer coisa alcançarem o corpo desejado, como por exemplo, seguirem dietas malucas encontradas na internet. Consequentemente, há um grande surgimento de problemas ligados a transtornos alimentares, como a bulimia e a anorexia.
Diante dessa situação, faz-se necessário que o Estado, por meio da mídia, elabore propagandas que visem ampliar o conceito de beleza, com modelos de diferentes manequins, para que haja uma maior aceitação das pessoas em relação ao seu próprio corpo. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras nas escolas, com a presença de psicólogos, debatendo acerca da pluralidade estética e desmistificando a existência de uma padronização corporal, de forma que haja uma redução do preconceito e, dessa forma, a sociedade abra espaço para outras bonecas.