O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 25/10/2018

Dizia o pensador e iluminista Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele.” Diante da falo do filósofo, o ato de educar é o meio mais plausível para solução de qualquer problema. Por exemplo, a questão da padronização do corpo na sociedade brasileira. Essa adversidade se deve à herança sociocultural e à negligência do Estado ao não resolver essa problemática o quanto antes.

Com isso, é notável que, no Movimento Iluminista, a busca por direitos básicos como a vida, a liberdade e o bem estar era incisiva. Sendo assim essa pretensão pela aquiescência de ter um corpo que acha perfeito ao seu estilo de vida e se sentir bem com o corpo que possui é mais que uma vontade, é uma necessidade. Prova disso, são as diversas cirurgias plásticas que são realizadas semanalmente, de acordo com uma pesquisa realizada pela, Sociedade Internacional de Cirurgias plástica Estética (ISAPS), o Brasil é o segundo país que mais realiza Cirurgias plásticas e procedimentos estéticos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Ademais, é fundamental enfatizar que os prejuízos que o excesso de cirurgias plasticas, procedimentos estéticos, distúrbios alimentares, regimes sem acompanhamento de um especialista, dentre outros, traz, não tem sido uma prioridade para o governo. Com isso, mediante a pequena quantidade de projetos sociais, propaganda nos mais diversos meios de comunicação sobre os prejuízos da busca incessante pelo corpo dito perfeito pelas mídias, tem deixado claro que isso não tem sido uma primazia para o Estado. A valorização do corpo precisa ser muito mais divulgada do que qualquer outra coisa, o Brasil também é conhecido internacionalmente por causa da beleza do seu povo que é singular e que cada brasileiro tem sua beleza impar, contudo, isso não tem sido veiculado nas redes de comunicação. Por consequência, diversas pessoas acabam entrando em depressão por não conseguir os resultados que esperava após fazer algum procedimento ou até mesmo uma cirurgia plástica.

Ante à problemática apresentada, fica claro que governo e sociedade devem agir em conjunto. O corpo governamental na forma do Ministério da Educação tem o dever de promover palestras e cartilhas sobre os perigos da padronização corporal na sociedade brasileira, para que as crianças cresçam conscientizadas sobre esses perigos, isso deve ser feito em todas as escolas do ensino público e privado. Ainda mais, a sociedade deve pesquisar e se manter informada sobre todos os danos que esses procedimentos podem causar. Diante dos fatos apresentados, uma política pró-educação é o meio mais plausível para que os problemas da questão da padronização corporal sejam solucionados e para que assim tenhamos uma sociedade mais consciente, educada, fraterna, igualitária e de liberdade.