O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 22/10/2018

No filme “Mulher-maravilha”, a protagonista Diana Prince, é uma guerreira imbatível e inspira milhares de pessoas. No entanto, a maneira como é representada, através de um corpo escultural promove um padrão a ser incorporado. Na atualidade, os padrões impostos pelas mídias propicia diversos distúrbios alimentares nas populações, especialmente no Brasil. Deste modo, tornam-se passíveis de discussão os efeitos e as consequências dos padrões estéticos veiculados na sociedade.

Em primeira análise, destaca-se o contexto no qual as meninas são inseridas desde o nascimento. Visto que, são comparadas à boneca Barbie, a qual possui características impossíveis de serem atingidas por um ser humano. Deste modo, Simone de Beavour trouxe em suas reflexões o fato de ninguém nascer mulher e sim tornar-se uma, objetivando mostrar que a sociedade impõe os padrões do comportamento e da estética feminina. Ainda assim, salienta-se a influência sobre os homens, um exemplo é o Ken humano, o qual passou por mais de 60 cirurgias em busca do padrão ideal e foi internado em estado grave no hospital. Decorre desses fatos, a exclusão de pessoas consideradas fora do padrão, a falta de aceitação do próprio corpo e os distúrbios alimentares em busca de se adequar ao protótipo social.

Além disso, evidencia-se a presença de uma sociedade machista, na qual as revistas femininas trazem dietas absurdas e as masculinas trazem corpos esculturais femininos. Tais atos, podem influenciar o ambiente escolar, no qual as meninas que se encaixam nos padrões impostos pelos meios de comunicação são exaltadas e as demais são excluídas. Um exemplo é o filme “Preciosa”, no qual a protagonista sofre preconceito na escola por ser considerada acima do peso e ser negra. Desse modo, há na sociedade contemporânea, o crescente individualismo e a fluidez das relação, como defendeu Zygmunt Baumam. Em consequência, os casos de bullying, depressão e suicídio entre os jovens cresce a cada dia.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de políticas a fim de reduzir os prolemas estéticos no Brasil. Desse modo o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deveria promover o projeto “Se aceite como és”, no qual mensalmente médicos, psicólogos e professores realizariam palestras e rodas de conversa com os estudantes, dentro das escolas, a fim de mostrar a existência de vários tipos de beleza, a importância de se aceitar e principalmente falar para os estudantes os riscos dos distúrbios alimentares para a saúde. Assim, importante avanços seriam concebidos ao país.