O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o Brasil enfrenta uma problemática relacionada ao culto do corpo padronizado da mulher, o qual está intimamente relacionado à mídia, trazendo danos à população e necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.
Deve-se pontuar, de início, que a indústria midiática é um dos principais influenciadores da padronização do corpo. A respeito disso, constata-se que elas utilizam um padrão de beleza para que consigam vender mais produtos à sociedade, sobretudo, ao público feminino. Nessa perspectiva, as principais revistas de moda e indústria cosmética mostram mulheres com corpos esculturais, magras, com pele perfeita e cabelo impecável, além de bons ajustes digitais. Dessa forma, estimulam que o público adquiram seus produtos, para se tornarem iguais às modelos, impondo o que deva ser considerado bonito.
Como consequência disso, a saúde física e mental de muitas cidadãs ficam ameaçadas. Quanto a essa questão, a pesquisa “Há uma Beleza Nada Convencional” mostra que mais de 80% das mulheres se sentem pressionadas para se enquadrarem no conceito de beleza imposto. Nesse sentido, muitas delas passam a fazer dietas mirabolantes, procurar por procedimentos cirúrgicos ou começam a consumir excessivamente maquiagens e outros produtos cosméticos. Desse modo, ficam à mercê de desenvolverem doenças, a exemplo da anorexia, bulimia e, principalmente, a depressão, prejudicando as suas vidas.
É evidente, portanto, que o culto ao corpo inatingível traz problemas à população. Para atenuar essa problemática, cabe aos veículos midiáticos respeitarem a diversidade de belezas, por meio do contrato de modelos que mostrem a realidade da população, com toda a sua diversidade: com vários tamanhos, várias cores de pele e vários tipos de cabelo, para, assim, ser quebrado o padrão preestabelecido. Com essas medidas, a autoestima de muitas cidadãs irá crescer com a sua devida representatividade nos meios de comunicação e o direito à saúde e bem-estar delas serão devidamente respeitados.