O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 26/10/2018
A escola literária conhecida como Parnasianismo foi marcada pela busca de uma padronização estética, condição essa que acontecia, frequentemente, em detrimento do conteúdo das obras. Hodiernamente, contudo, a padronização é uma característica que permanece ligada à realidade brasileira e traz problemas na medida em que se relaciona à saúde dos indivíduos, como a corporal. Portanto, objetivando reverter esse fato, uma análise acerca de suas causas, que estão intrincadas à influência midiática e à pressão social, faz-se necessária.
A priori, vale pontuar a conduta midiática como um empecilho para a resolução da problemática. A esse respeito, o escritor inglês George Orwel afirmou que " a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa". Analogamente, no Brasil, os meios de comunicação não estão submetidos a nenhuma restrição política. Dessa forma, difundem como querem valores morais, estéticos e políticos segundo os interesses dos anunciantes, conforme a ideia de padrão corporal propagada em filmes e novelas, que, devido ao seu poder de difusão e persuasão, aliena muitas pessoas no sentido dessa busca e tornam-as mais suscetíveis a desenvolverem quadros depressivos por não-aceitação estética.
Aliado a isso, o sociólogo Émile Durkheim defende que o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Seguindo essa linha de raciocínio, pode ser explicado o continuísmo da busca incessante pelo “corpo perfeito”. Haja vista que um indivíduo quando exposto em um meio onde essa característica é constante, como família ou círculo de amigos, tende a adotá-lo, também, seja por satisfação pessoal, seja por aprovação social.
Destarte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse aspecto, mediante uso da Receita Orçamentária, o Ministério das Telecomunicações, em consonância com grandes canais de comunicação, socialmente engajados, deve elaborar e difundir campanhas e documentários concernentes às consequências nocivas da procura do fenótipo “ideal”, em rádios, TV,s e internet, de modo a instruir e conscientizar a sociedade no sentido de se evitar tais hábitos. Ademais, com o fito de proteger a integridade física e intelectual dos emocionalmente mais frágeis da alienação midiática e social, cartilhas educativas sobre o tema em questão também deverão ser distribuídas nas escolas aos alunos