O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/10/2018
A transição da Idade Média para a Idade Moderna foi marcada pela passagem do feudalismo para o capitalismo. Naquele o corpo não importava, neste o corpo virou um produto passível de lucro. O culto ao corpo “ideal” e a padronização são resultados de um processo histórico e afetam milhares de pessoas no Brasil, especialmente as mulheres.
Em meados dos anos 1400 ocorria a transição do mundo medieval ao mundo moderno, este agora capitalista e burguês. Com a Revolução Industrial se houve necessidade de padronizar os corpos para que todos pudessem ocupar o mesmo lugar na linha de produção da fábrica e não dessem nenhum prejuízo. Então, a mídia foi a escolhida para propagar o padrão de beleza na mente da sociedade, à medida que o tempo passava, o padrão de beleza era estabelecido e quem fugisse dele se tornaria motivo de piada e marginalização. Além disso, havia todo o lucro que essa nova cultura estava rendendo com diversos produtos de beleza e estética para a massificação corporal.
Por consequência desse processo as pessoas buscam insanamente entrar para o padrão corporal de beleza deixando a saúde mental e física em segundo plano. Segundos dados da pesquisa “Há uma beleza nada convencional” realizada pela Edelman Intelligence e comissionada pela Dove, 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza. Isto resulta em problemas como a anorexia, no qual o indivíduo começa a se enxergar acima do peso e deixa de se alimentar de forma a afetar toda a sua vida acadêmica e social e pode acarretar até mesmo na morte da pessoa.
Portanto, cabe-se ao Poder Público impor a regularização dos produtos estéticos, de forma semelhante ao que ocorre na venda de cigarro, com mensagens que orientem o público alvo de que aquilo não é essencial para a sua vida mas opcional e pode trazer riscos à saúde física e mental, se colocados em primeiro plano. Além disso cabe ao Ministério da Educação implantar palestras, no ensino médio, sobre o padrão estético e a conscientização sobre os seus malefícios.