O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 18/12/2018
Na Grécia Antiga, a reverência ao corpo era algo explícito até nas esculturas da época, revelando obras com curvas bem definidas. Hoje, no Brasil, o culto à padronização do corpo é uma problemática frequente entre homens e mulheres. Com isso, na busca pela constituição física “perfeita”, surgem consequências dessa atitude como o prejuízo à saúde e o comprometimento do comportamento individual.
Em primeiro lugar, é válido salientar que a busca por um padrão de beleza frequentemente leva muitos indivíduos a processos que causam danos à sua saúde. De fato, muitas pessoas, sobretudo mulheres e adolescentes conforme pesquisa do G1, desenvolvem problemas como anorexia e bulimia ao buscarem uma boa imagem corporal e optarem por uma dieta excessiva. Além disso, muitos homens também optam por medidas inadequadas na procura por um “corpo escultural” - termo inspirado nas esculturas gregas-, levando vários deles ao uso de anabolizantes. Desse modo, o conceito da beleza ideal pode colocar em risco o próprio bem-estar.
Ademais, convém ressaltar que o indivíduo que passa por problemas para aceitar o seu corpo é comumente vítima de problemas psicológicos, levando-o a mudar seu comportamento social. Deveras, segundo dados do Ministério da Saúde, o repúdio ao próprio corpo leva muitos jovens à depressão e, consequentemente, ao isolamento e a baixa auto-estima. Assim, vidas são alteradas devido uma busca por uma beleza padrão estabelecida pela sociedade.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para combater o culto à padronização do corpo no país. Para isso, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas, por meio das mídias, que desmistifiquem a concepção do “corpo perfeito” e exibam os prejuízos que esse ideal pode trazer para o indivíduo, a fim de que a população compreenda a importância de se aceitar da forma que é e passem a preservar mais sua saúde física e mental.