O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 17/01/2019
‘‘O importante não é viver,mas viver bem’’.A máxima de Platão torna-se alvo de reflexão em relação a qualidade de vida,entretanto essa não é uma realidade para diversos indivíduos no Brasil,que ao tentarem incessantemente se adequarem a um padrão corporal,apenas vivem,não necessariamente bem.Contudo,essa problemática persiste inerentemente ligada à realidade do país,seja pelas raízes históricas,seja pela influência de mídias digitais.
É indubitável que a questão histórica esteja entre a causas do problema.Nessa perspectiva pode se citar que a antiga civilização grega valorizava corpos atléticos,inclusive representavam estátuas de deuses com os mesmo padrão corporal.Dessa maneira,a visão formada pela sociedade sobre o que é belo restringe-se a um exemplo específico.
Outrossim,destaca-se o fator de influência das mídias como impulsionador do impasse.Visto que,as celebridades em sua grande parcela,apenas veiculam fotos artísticas,expondo corpos esculturais e incompatíveis com a maioria dos brasileiros.Dessa forma,ocorre um processo análogo à refração física,resultando em um desvio,no caso sucedido pela função inadequada da mídia de expor um padrão inatingível.
Destarte,infere-se que medidas são necessárias para que o culto à padronização corporal no Brasil não permaneça vigorando.Logo,o governo deve financiar campanhas a serem veiculadas pelas redes de televisão aberta,abordando a exposição de diversos biotipos físicos,visando desconstruir esteriótipos criados historicamente,além de demonstrar uma representatividade da população brasileira.Ademais,a Secom(Secretária de Comunicação Social) deve divulgar nas mídias digitais,por meio de postagens,conteúdos relacionados à aceitação e valorização corporal,buscando disseminar um ideal igualitário.Assim o impasse poderá ir da permanência para extinção.