O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 05/02/2019

Os efeitos do corpo imaginário

No filme Sierra Burges, a jovem enfrenta uma grande problemática com o seu corpo; por não se achar suficiente no estereótipo imposto, se esconde por baixo de uma mentira. Essa temática retrata o quanto a sociedade gosta de “padronizar” as mulheres, seja por meios de comunicação ou no nascimento.

Primeiramente, é importante destacar sobre a mídia influenciar grandemente na escolha do corpo perfeito. Capas de revista sempre faz a manifestação de pessoas admiráveis ao homem com objetivo pleno de como as moças devem ser verdadeiramente, não importando o quanto pode se gastar para chegar ao resultado final.  Válido destacar sobre as mulheres negras nesse meio, o padrão estético diferenciado não é abordado pelas grandes empresas capitalistas, onde deixa uma grande lacuna, em meio ao argumento corpo impecável.

Além disso, a infância de muitas jovens desde cedo já enfrenta essa regularização de vida. Os chamados “miss infantil” já invoca a idealização de uma jovem Barbie; onde em meio a concursos entram em uma severa competição para saber “quem é a melhor ?”, porém essa abordagem na França, já está sendo devidamente analisada, segundo o jornal BBC o país pensa em proibir esse tipo de concurso, por acreditar em sensualização infantil. No Brasil, os efeitos não estão distantes, acontecendo  eventos a todo vapor no estado de São Paulo.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim como a jovem Sierra se escondeu por trás de uma tela de telefone, muitas mulheres tem vergonha de sua aparência. É necessário os colégios entrar com ajuda psicológica as jovens desde cedo sobre esse comportamento da sociedade brasileira, com palestras e acompanhamentos semanais. Toda via, a mídia não fica distante dessa pauta, necessário  ter campanhas com as diferentes formas de corpo. Como William James escreveu “O ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental”.