O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/02/2019
Prevenir e Remediar as Barbies
Nos idos das décadas de 1950 e 1960, vimos o nascimento e o desenvolvimento do culto à padronização corporal, tendência que logo foi trazida para o Brasil. Trata-se do nascimento da Barbie, com suas eternas e inatingíveis formas de beleza, bem como de outras musas de inspiração feminina, como Audrey Hepburn e Marlyn Monroe. Atualmente, verificamos as consequências nefastas desse acontecimento na sociedade brasileira.
De fato, a produção fordista de modelos magérrimas, rosas de manequim 32, ou menor, despertou um sentimento antinarcisista, que, embora focado na pessoa, passou a enxergar respulsivamente o corpo humano. Assim, percebemos as pessoas anoréxicas, por exemplo, que vêem gordura onde não têm; e, da mesma forma, as vigoréxicas, como Gracyanne Barbosa, que negligenciam os resultados do exercício físico.
Com efeito, a situação se mostra um pouco mais grave, uma vez que, conforme as doenças progridem, mais danos são agregados. Tanto é assim que a anorexia e a bulimia limitam o relacionamento familiar e social das pessoas, bem como que a vigorexia favorece o consumo de anabolizantes e de suplementos de forma indiscriminada, sendo que, nas três patologias, há diagnósticos de doenças graves (como falência renal) ou óbito.
Portanto, é importante dizer que cuidar do próprio corpo é sim muito importante para qualquer ser vivo, mas, a partir do momento que se torna uma obsessão, e o problema psicológico transforma-se em um fenômeno social, nas bases de Émile Durkheim, é necessária uma intervenção do Estado. Assim, o Ministério da Saúde, por exemplo, poderia criar centros especializados (em associação a hospitais já existentes) para que nutricionistas, psicólogos e outros profissionais pudessem atuar com medidas preventivas (palestras e entrevistas) ou corretivas (tratamento de doentes). Diga-se, por fim, que dessa forma poderíamos combater e amenizar os problemas das Barbies que continuam a influenciar gerações.