O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 09/02/2019
Podemos ver no filme O Mínimo para Viver uma inspiração em um problema real que afeta os jovens na contemporaneidade. O longa metragem traz à tona a vida de uma jovem que sofre com anorexia e como ela lida com o problema diante das situações propostas, a frase “fiz dieta e agora sou feliz. Todo mundo me adora” citada no longa, é capaz de sintetizar o pensamento predominante nas últimas décadas. Nesta perspectiva, avaliar de imediato as consequências da supervalorização da aparência é imprescindível.
No filme Meninas Malvadas, o grupo protagonista liderado pela personagem Regina George busca a perfeição por meio de dietas mirabolantes e cirurgias plásticas, para corrigir as “imperfeições”, tais ações não se distanciam da realidade. A notícia repercutida na mídia nacional, de que inúmeras mulheres sofreram graves sequelas e até mesmo foram a óbito, após procedimentos estéticos com um médico não autorizado, expressa o perigo, pois os indivíduos visam isso como única forma de atingir a felicidade.
Com a produção Linda de Morrer, vemos a protagonista interpretada por Glória Piris ir a óbito após fazer uso de um produto que prometia curar a celulite, a obsessão da personagem para ter um corpo perfeito é a comprovação de que na atualidade as pessoas estão dispostas a colocar em risco a própria vida para atingir aquilo que é cobrado pela sociedade.
O número de propagandas que oferecem de modo fácil e rápido o “corpo perfeito” é incontável. As imposições da sociedade oprimem os que não se encaixam nesse padrão, tendo como consequência o desenvolvimento de patologias como a bulimia, anorexia, depressão, entre outras doenças que levam ao suicídio.
É fundamental, portanto, medidas para solucionar o impasse. O poder mediático deve, promover campanhas publicitárias para desconstruir padrões, abordar a diversidade de aparências e formas físicas a fim de trazer representatividade e propor a autoaceitação. O Ministério da Educação, aliado as escolas deverá realizar palestras educativas que abordem o tema para incitar a reflexão. Posto isso, será possível mitigar a supervalorização da beleza e a procura da perfeição, visando que estes paradigmas não podem ser considerados vitais para a vida em sociedade.