O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 14/02/2019
“A perfeição é uma doença nacional”. Essa frase, da cantora Beyoncé provoca uma reflexão sobre a sociedade atual. Por certo, há uma imposição, principalmente da mídia, para um tipo físico visto como ideal e ainda há a falácia que qualquer pessoa consegue alcançá-lo.
Por certo, o Brasil, que foi colonizado pelo litoral, é bastante conhecido por suas belas praias. Diante disso, é comum propagandas, programas e revistas, essencialmente quando está próximo do verão, recomendarem dietas e exercícios para que as pessoas cheguem no “corpo ideal de praia”. Desse modo, criam a falsa ilusão que a forma física de um brasileiro é ser malhado, magro e bronzeado, pois vivem no litoral de um país tropical, esse discurso faz com que as pessoas comuns acreditem que seu corpo é errado para esse tipo de ambiente e que isso os torna, de certa forma, menos brasileiro.
Dentre esses efeitos, o óbvio precisa se dito, as pessoas não podem ser moldadas como massa. Por isso, essa perfeição imposta é tão cruel, já que cada pessoa possui um tipo diferente de metabolismo e não há como modificar o corpo, por completo, de forma saudável ou sem alguma intervenção cirúrgica. Por conta desses fatores, aqueles que não estão no padrão tentam de algum jeito se encaixar, prova disso é que o Brasil, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, é o segundo país que mais faz cirurgia plástica no mundo. Percebe-se, então, certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esses problemas e seus efeitos na sociedade brasileira como um todo.
Torna-se evidente, portanto que a cantora norte-americana Beyoncé estava errada, a busca pela perfeição não é uma epidemia que atinge apenas os EUA, é uma pandemia que causa graves consequência na população brasileira. Por isso, cabe a população por meio dos comentários na internet ou do boicote às marcas e aos veículos tradicionais de comunicação pressionar a mídia para ter mais representatividade, a fim de mostrar para as pessoas que cada corpo é de um jeito e mesmo assim é normal, além disso, nutricionistas em palestras públicas promovidas pelo governo poderiam explicar para a população os riscos que mexer com o metabolismo pode causar, para que a doença chamada busca pela perfeição seja erradicada.