O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 17/02/2019

O filme “O mínimo para viver” narra a história de uma menina portadora de anorexia e sua recuperação após um tratamento psicológico. Nessa perspectiva o enredo expõe de maneira cinematográfica, a cultuação excessiva a aparência, de modo que esse é um dos principais problemas da sociedade atual. Portanto, afim de solucionar tal impasse hão de ser analisados dois fatores: a padronização social e o abuso das intervenções estéticas.

Em primeiro plano, vale destacar o fato social. Prova disso é que para Durkheim a sociedade determina a maneira de pensar e agir do indivíduo, diante disso, atitudes individuais ajusta-se ao padrão social. Entretanto, buscar esse protótipo pode trazer consequências patológicas irreversíveis como a depressão, ansiedade e o suicídio.

Ademais, procedimentos mal executados são um risco á saúde. Sob essa ótica, pode-se citar como exemplo o “Dr Bumbum”, que assim ficou conhecido após executar um procedimento cirúrgico clandestino, o qual levou a óbito uma mulher. Em vista disso, o abuso nas intervenções estéticas e a falta de fiscalização são uma ameaça a saúde pública.

Fica claro, então, a necessidade de modificar a consciência grupal sob o culto a aparência. Portanto, cabe ao MEC -ministério de educação e cultura- efetuar palestras e debates nas escolas sobre a necessidade da auto aceitação, com a finalidade de proporcionar respeito as diferenças. Além disso, é necessário que o ministério da saúde e a ANVISA fiscalizem os procedimentos estéticos, de modo que eles sigam os rituais de segurança, priorizando a saúde e o bem estar. Só desse modo a sociedade deixará de ser vítima dos padrões sociais.