O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 19/02/2019

O quadro da Deusa Vênus na Idade Média, as esculturas gregas na Antiguidade Clássica e a Monalisa de Leonardo da Vinci, mostram como os ideias de beleza e perfeição corporal eram almejados pelo ser humano. Atualmente, essa conjuntura não se alterou. A busca pelo corpo perfeito está cada vez mais presente nas preocupações do brasileiro e isso se deve, principalmente, a chamada “padronização” de beleza imposta pelas mídias de comunicação. Entender o quanto essa busca pelo “corpo perfeito” pode ser nociva é essencial para solucionar o problema.

O ser humano sempre criou padrões a serem seguidos e com a beleza não é diferente. Nos dias de hoje, a mídia divulga corpos sarados e magros como sinônimo de aceitação e status social. Em virtude disso, inúmeras pessoas buscam esses supostos padrões a qualquer custo, fazendo uso, por exemplo, de medicamentos sem prescrição ou lado médico, cirurgias plasticas em excesso ou dietas mirabolantes, o que é nocivo para sua saúde física.

De acordo com Immanuel Kant, o ideal de beleza é relativo e depende de cada um, ou seja, esses supostos padrões não existem (ou não deviam existir), mas são criados por uma maioria que decide o que é ou não belo. A questão é que essa imposição é nociva para a mente das pessoas, que passam a não se aceitar como são e acabam por buscar o isolamento social a medida que se sentem excluídas.

Em virtude do exposto, é essencial desconstruir padrões estabelecidos e promover a diversidade de belezas.Portanto, cabe a mídia,através de propagandas e debates, estimular a aceitação social e mostrar que o belo é relativo e não unificado. Além disso, é necessário que as escolas façam palestras sobre o assunto.Educar,conscientizar os jovens sobre os riscos de buscar padrões estéticos é essencial para que as futuras gerações não sofram com o problema.