O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 13/03/2019

O culto à beleza não surgiu no século XXI, sabe-se que é uma herança da antiguidade clássica, visto que na Grécia antiga a beleza corporal era mais significativa que a inteligência. Entretanto, na contemporaneidade esse culto intensificou por diversos motivos, dos quais destacam-se: a padronização de um estereótipo e a indústria da beleza, fatores que afetam diretamente os indivíduos.

Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, o corpo não é um texto ao qual a cultura escreve suas marcas e características, no entanto, na década de 80 com o avanço midiático, a cultura se fez corpo, uma vez que os programas de televisão, revistas e publicidade formaram um estereótipo perfeito para todos, desde a infância até a velhice.

Outrossim, uma pesquisa realizada pela empresa de cosméticos Dove afirmou que em uma média global o Brasil se destaca pelas mulheres que se sentem pressionadas a seguir um padrão corporal, além disso, em 2015, a sociedade brasileira de cirurgia plástica registrou mais de um milhão de procedimentos estéticos, número alarmante. Fator que afirma o quanto a indústria de beleza possui influência nos indivíduos e pode acarretar problemas físicos e psíquicos.

Diante dessa problemática, cabe à família, juntamente com a mídia, desfazer esses estereótipos, por meio de alertas sobre os malefícios dessa obsessão pelo belo que acarreta doenças como, bulimia, depressão e diversos distúrbios. Urge a necessidade de publicidade com diversos biótipos, dessa forma, cada indivíduo não buscará um padrão perfeito, mas sim, reconhecer o seu padrão.