O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 02/03/2019

Beleza aos olhos de quem?

Os padrões estéticos acompanham a humanidade desde a Grécia Antiga. O corpo esculpido dos Deuses era admirado por todos, na antiguidade. Porém, a admiração continua nos dias de hoje, ressaltando modelos, pessoas com corpo sarado e julgando todos como saudáveis. Tendo em vista tal fato, podemos analisar a presença da escravidão da beleza em pleno século XXI, que desencadeia problemas relacionados à autoestima.

Em primeiro plano, o filme “O mínimo para viver” retrata a vida de uma adolescente que sofria de anorexia - doença crônica, que faz a pessoa perder peso de forma não saudável – por causa do estigma exposto pela indústria da moda e por não conseguir se auto aceitar. Muitas pessoas fazem loucuras para se enquadrarem no padrão, sejam elas: dietas restritas, procedimentos estéticos, pílulas milagrosas, entre outros.

Por outro lado, a decisão de realizar procedimentos para se achar mais bonita pode acabar não muito boa. Em 2018, paciente morre após técnica clandestina em apartamento no Rio de Janeiro, fonte g1. Contudo, essa moldagem que a sociedade está disposta a passar pode acarretar diversos problemas, além do óbito. A mentalidade da população está voltada para “Um corpo saudável é um corpo magro e malhado”, apesar disso, muitas pessoas que se encontram dentro do padrão estão sofrendo diversos problemas de saúde, por exemplo, a anorexia relatada no filme mencionado.

Urge, portanto, a necessidade da mídia entrar com propagandas objetivas sobre o padrão exposto pelas vitrines, novelas, etc. Deixando evidente que na televisão as atrizes e atores vivem o papel do personagem e que não necessariamente eles nasceram com aquela beleza exposta. Desta forma, podendo combater problemas relacionados com aceitação e possivelmente reduzir o número de sofredores pelo culto da aparência.