O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 17/03/2019

" Nas quartas, nós usamos rosa". Na comédia Meninas malvadas (2004), retrata a vida de Cady, que foi acostumada a ter aulas em casa por 14 anos e acaba sendo matriculada numa escola, onde cada estudante tem seu próprio grupo de amigos. Para ser incluída em algum, ela tem que ser igual a eles. No entanto, quando se observa no Brasil, nota-se que essa ideia é interiormente ligada à realidade do país. seja pela obsessão da perfeição, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

É convincente, que a questão do inato e a sua aplicação esteja entre as causas do problema. Segundo Martin Luther King, toda hora é hora de fazer o que é certo. De maneira similar, é possível perceber que no nosso país, a obsessão da perfeição rompe esse entendimento. Haja vista, que causa graves consequências como o caso da Andressa Urach, em qual ficou entre a vida e a morte por conta de uma grave inflação, ocasionada pela aplicação de hidrogel nas pernas.

Da mesma maneira, destaca-se a lenta mudança de mentalidade social como mobilizadora do problema. De acordo com Aristóteles, a mudança em todas as coisas é desejável. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que grande porcentagem da população não consegue perceber o excesso da vaidade, que por muitas vezes, gera arrependimento, transformando o espelho no seu principal inimigo. Assim, transmitindo de geração em geração, agravando o problema no Brasil.

É evidente, portanto que ainda há dificuldade para garantir uma construção de um mundo melhor. Logo, faz-se necessária a criação de ações que auxiliem as vitimas dessa cultura com mais psicólogos acessíveis nos municípios, para promover o amor próprio e orientar por meio de palestras e terapias. O ministério da saúde (MS) em parceira com Ministério de Comunicação (MC), deve fiscalizar campanhas e industrias que incetiva o uso de cosméticos com falsos resultados e cirurgia inadequadas, para que a diversidade seja sempre respeitada por todos.