O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 14/03/2019
O livro “A ditadura da beleza”, do escritor brasileiro Augusto Cury, retrata o cotidiano inóspito de mulheres escravas de padrões estéticos estipulados pela sociedade. Nesse sentido, apesenta como objetivo primordial criticar o culto excessiva á aparência, de modo a ser esse um dos principais problemas da sociedade brasileira, o qual necessita solução. Portanto, dois fatores hão de ser analisados: o fato social e as consequências patológicas.
Em primeiro plano, vale destacar o fato social. Prova disso, é que para Emile Durkheim, o modo de agir pode transcender o individuo e exercer controle sobre o coletivo. Logo, a inadequação aos padrões estéticos difundidos repercuti na exclusão do indivíduo e, por consequência em problemas psicológicos – ansiedade, depressão, baixa autoestima –, haja vista que esses são propulsores de atitudes extremas, como o suicídio, urge, então uma solução.
Ademais, os procedimentos estéticos malsucedidos podem ser responsáveis por consequências irreversíveis. Sob essa ótica, vale citar o caso do “Dr. Bumbum”, que assim ficou conhecido, em todo país, após levar a óbito uma mulher, por meio de uma intervenção cirúrgica irregular. Assim, enquanto a fiscalização dos Órgãos Governamentais responsáveis pela saúde não for efetiva, a sociedade continuará a conviver com esse dilema da busca pelo corpo perfeito.
Fica claro, então, a necessidade de solucionar tal impasse. Para isso, é dever do MEC (Ministério da Educação e Cultura) implantar palestras, oficinas – além de consultas com psicólogos– nas escolas, as quais visem a importância de respeitar as diferenças, além da auto aceitação, a fim de modificar a consciência grupal. Para mais, é imprescindível que Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em conjunto com o Ministério da Saúde, amplifique a fiscalização e interdite clinicas estéticas irregulares, com o intuito de preservar a vida. Só, desse modo, a sociedade se libertara dessa tão cruel ditadura.