O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 17/03/2019
Conforme a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil no ano de 2016 foi o segundo país que mais realizou cirurgias plásticas. Assim, um dado que evidencia como o anseio pelo corpo perfeito modela o comportamento da sociedade. No entanto, essa busca insaciável pela beleza demonstra ser promovida, pricinpalmente, pela mídia, mas também pela perda do poder crítico do corpo social.
A priori, quando se analisa o posicionamento da sociedade brasileiro frente à sua necessidade de se enquadrar aos padrões de beleza, percebe-se o poderio que detém a mídia. Uma vez que, essa padronização é sustendada, essencialmente, por ela, por meio das telenovelas, propagandas e filmes que rotulam uma visão unívoca sobre o que é ser belo. Contudo, uma nação reconhecida, por exemplo, pela sua diversidade étnica, evidencia que, indubitavelmente, nem todos se encaixam nessa cosmovisão da beleza. Por conseguinte, induz na população a falta de aceitação, a qual é justificada como um dos porquês dos elevados índices de procedimentos de cirurgias plásticas que ocorrem no Brasil.
Outrossim, o culto à padronização corporal no país revela a perda do poder crítico do corpo social. Dado que, as suas ações não são pautadas em questionamentos, mas apenas em uma reprodução que não analisa as consequências de seus atos. Dessa forma, a busca pelo corpo perfeito pode resultar em diversos prejuízos, como os transtornos alimentares. À vista disso, um quadro que reverbera a banalização do mal, elucidada pela filósofa Hannat Arendi, no tocante que, quando a socieadade torna-se incapaz de fazer julgamentos morais, aceita e cumpre ordens sem questionar.
Portanto, faz necessário que a sociedade desenvolva um novo comportamento em relação ao significado sobre o que é ser belo. Para tanto, é preciso que as instituições escolares com auxílio de psicólogos desenvolvam atividades, como palestra e debates, em que revelam que o autoestima não depende de uma padrão determinado pela mídia, mas sim pela busca de aceitação e do autoconhecimento. Ademais, cabe ao Governo promoção de uma campanha nacional, veiculada em forma de comerciais, a qual demonstre que a padronização do corpos, em suma, em vez de promover satisfação ao indivíduo, pode desencadear, na verdade, inúmeros malefícios. Assim, possa desenvolver no corpo social uma anlise crítica de suas ações.