O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 19/03/2019
Conforme a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil no ano de 2016 foi o segundo país que mais realizou cirurgias plásticas. Assim, consequentemente, evidencia como o anseio pelo corpo perfeito modela o comportamento da sociedade. No entanto, essa busca insaciável pela beleza demonstra ser promovida, pricinpalmente, pela mídia, mas também pela perda do poder crítico dessa população.
A priori, quando se analisa o posicionamento da sociedade brasileira frente à sua necessidade de se enquadrar aos padrões de beleza, percebe-se o poderio que detém a mídia. Uma vez que essa padronização é sustendada, essencialmente, por ela mediante as telenovelas, propagandas e filmes, os quais rotulam que essa uniformização é fundamental no alcance do sucesso e felicidade do indivíduo. Contudo, essa realidade reverbera o pensamento da Escala de Frankfurt, pois esses filósofos e cientistas sociais do século XX consideravam os meios de comunicação como uma ferramenta de alienação social. Dessa forma, nota-se, assim como, as propagandas foram imprescindíveis para o ascensão do movimento nazista na Alemanha, observa-se a sua importância para manutenção do culto à padronização corporal no seio social.
Outrossim, é uma conjectura que revela à perda do poder crítico da sociedade. Dado que, ao constatar, por exemplo, o aumento dos transtornos alimentares, como a bulimia e os elevados índices de procedimentos cirúrgicos devido aos anseios do ser humano de se encaixar nesse padrão, detecta, dessa forma, uma população sem questionamentos, a qual reproduz ações, negligenciando as consequências. À vista disso, uma cegueira social que pode ser comparada a banalização do mal elucidada por Hannat Arendi, haja vista que, para essa filósofa a sociedade torna-se incapaz de fazer julgamentos morais ao aceitar e cumprir ordens sem questionar.
Portanto, cabe as instituições escolares ,em parceria com as prefeituras, o desenvolvimento de palestra, as quais serão realizadas em Centro de Cultura ou Teatro Municipal, em que os palestrantes sejam indivíduos que apesar de não se enquadrarem nessa uniformização da beleza, alcançaram sucesso nas inúmeras áreas da vida, para que, assim, conscientize a sociedade sobre os enganos inerentes do padrão de beleza representado pela mídia. Ademais, é preciso que Governo desenvolva uma campanha nacional, por meio de comerciais, demonstrando que a padronização do corpo, em suma, em vez de promover satisfação ao indivíduo, pode desencadear, na verdade, inúmeros malefícios e dessa forma, possa desenvolver no corpo social uma analise mais crítica de suas ações.