O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 29/03/2019
De um lado, parte da sociedade segue obcecadamente aos padrões recomendados pelo mercado.De outro, mais da metade da população adere ao padrão de sedentarismo e obesidade.Por conseguinte,a sociedade brasileira tem sua saúde prejudicada pelo seguimento a padrões corporais Segundo o sociólogo Émile Durkheim,fatos sociais são instrumentos sociais que determinam as maneiras de agir, pensar e sentir na vida de um indivíduo.Nesse sentido, no atual sistema capitalista as mídias,fatos sociais, trabalham para difundir padrões estéticos, de modo a tentar influenciar à sociedade a aderir a estes.Atualmente,o indivíduo parece querer, a todo custo, atingir o ideal corporal do mercado recorrendo, muitas vezes, a drogas de modo a alterar seu metabolismo e ganhar músculos de uma maneira mais rápida ou praticando bulimia para não engordar,atitudes que prejudicam seriamente a saúde do indivíduo.Ademais, há de se falar do padrão de sedentarismo e obesidade aderido por mais de 50% da população,segundo a Organização Pan-Americana de Saúde;padrão este,assim como o difundido pelo mercado, pode causar danos severos à saúde do indivíduo,causando a este, por exemplo, doenças cardiovasculares. Consequentemente,a obsessão pelo ideal corporal do mercado, ou o desleixo corporal , acabam por prejudicar a saúde dos indivíduos. Portanto, é mister que o Estado brasileiro e as empresas interfiram nesta problemática.Para a conscientização dos brasileiros a respeito do problema,urge que o Estado,através do ministério da economia,deve garantir descontos nos impostos de empresas que realizarem campanhas contra à padronização corporal.Campanhas que detalhem os impactos prejudiciais que a perseguição ao ideal corporal, em detrimento a saúde, causam a um indivíduo; de modo a fazer com que a sociedade reflita e prime pela sua saúde.Somente assim, o brasileiro apresentará uma melhor qualidade de vida em contentamento com seu corpo.