O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 27/03/2019
A fábrica de humanos idênticos
Em mil novecentos e cinquenta e nove foi lançada a famosa boneca Barbie. Plastificada e exposta em vitrines, a boneca se tornou uma espécie de molde a ser seguido. No Brasil, em meio a uma sociedade miscigenada que não se encaixa perfeitamente em padrões (especialmente europeus), o desejo de seguir o modelo ofertado intensifica. Em frente a essa conjuntura, medidas devem (ou deveriam) ser tomadas para que as pessoas sejam capazes de existirem fora da ‘caixa’ e se desfrutar de seus corpos sem maltratá-los.
A princípio, de acordo o sociólogo Zygmund Baumam, numa sociedade pós-moderna, as relações dos indivíduos são mais fluidas e constantes ao conflito. A busca incessante por se padronizar é produto de ações de indivíduos que em frente a uma pressão da comunidade, procuram, de alguma maneira, a aceitação dos outros e de si mesmo.
Ademais, por conta do desejo de se ver no padrão, transtornos alimentares são apresentados. A anorexia e bulimia são os maiores exemplos. Conforme psiquiatra da PUC, o número dessas doenças em jovens e adolescentes tem chegado a altos patamares pois são estes que manifestam um temor obsessivo quando se trata do peso.
Além disso, é cada vez mais visível a aparição de celebridades com inúmeras intervenções cirúrgicas. Os jovens, sendo maioria dos seguidores dessas pessoas, certamente se espelham nelas. Consequentemente, se veem ávidos por corpos similares, então caem no mundo das dietas malucas e cirurgias plásticas, tendo maiores chances de desenvolver distúrbios alimentares.
Em face a essa realidade, é inquestionável a necessidade de políticas públicas e sociais a fim de atenuar a problemática. Inicialmente é essencial que haja interferência do governo por meio dos Ministérios da Saúde e Educação com tratamentos mais eficazes e palestras sobre alimentação, uma aliança entre ambos Ministérios é interessante, seja com maior presença de nutricionistas em instituições de ensino ou sessões de terapias com psicólogos a fim de debater o assunto. Faz-se, também, necessários o apoio e presença dos pais e responsáveis de modo que façam o jovem compreender e crescer com a compreensão de que alimentação saudável é crucial, mas a vida padronizada se aplica apenas para bonecas