O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 29/03/2019
Dizem que o corpo perfeito abre as melhores portas tanto no amor quanto na maioria dos serviços que se destina ao atendimento público. Ve-se que no ramo de vendas as exigências se maximizam devido a ostentação de que a boa impressão é tudo.
Isto é de facilmente constatado nas agências que se destinam ao primeiro atendimento deste trabalhador, como também no Rh destas empresas no momento das entrevistas. As quais sugerem de maneira subjetiva os conceitos de gestão pessoal que passaram a fazer parte da atividade deste empregado.
Não obstante, as academias são a febre par os nossos jovens que pressionados por este padrão estão totalmente suscetíveis. Quantas jovens já entregaram suas vidas por conta das chamadas “lipoaspiração” e outras por não obterem o capital necessário para efetuar está intervenção cirúrgica se tornam-se escravas da anorexia. O caso mais recente e emblemático foi o da apresentadora Luciana Gimenez, não pela condição financeira, mas, por seu estado magérrimo que escandalizou o seu público.
Poderia se propor uma solução para um problema crônico que infringi psiquicamente a todos, destrói na verdade a alto estima. Mas assistimos o discurso inverso semelhante a síndrome de stocolmo. As pessoas após atingirem o corpo perfeito sentem-se com a estima elevada.
Estes padrões estão enraizados e sua influência nefasta se dis-tribui a toda pirâmide. Deste modo segue destruindo a personalidade das pessoas ao escraviza-las. A padronização corporal se iguala ao personagem da mitologia grega Narciso uma vez que o mesmo orientado por sua mãe de que não poderia contemplar o seu rosto, no entanto a faze-lo se encantou. O culto a padrões de beleza no Brasil, exerce o mesmo domínio seduziu e enganou as pessoas com os seus ditames de alto estima elevada produziu-se um amor exacerbado e descontrolado ao mirar-se no espelho este corpo perfeito.